A evolução do PIX: Como o sistema BR Code revolucionou os pagamentos
Entenda os bastidores técnicos do Pix e como o sistema EMVCo / BR Code formata os dados de um Pix Copia e Cola.
O Pix mudou completamente o cenário bancário brasileiro. TEDs e DOCs, restritos por horários comerciais e altas taxas, rapidamente se tornaram obsoletos frente à instantaneidade gratuita do Pix. Mas como o sistema empacota os dados da transação?
O Padrão EMV e o BR Code
O Banco Central do Brasil foi inteligente e não reinventou a roda. Ele utilizou como base o padrão mundial EMV (criado pela Europay, Mastercard e Visa), que rege os QR Codes de pagamentos globalmente. A especificação brasileira em cima do EMV foi batizada de "BR Code".
A anatomia do Copia e Cola
Aquele bloco gigantesco de letras que compõe o "Pix Copia e Cola" é, na verdade, a representação em texto bruto (payload) do QR Code. Ele é fragmentado em diversas tags, como: identificador do recebedor (Chave Pix), valor da transação, cidade, nome do beneficiário e um código validador final (CRC16) que garante que a string não sofreu adulteração.
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